Projeto Sala de Reboco

Sala de Reboco”
(José Marculino e Luiz Gonzaga)

“Todo tempo quanto houver
Pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho
Numa sala de reboco

Enquanto o fole ta tocando
Tá gemendo
Vou dançando
E vou dizendo
Meu sofrer pra ela só

E ninguém nota
Que eu tô lhe conversando
Nosso amor vai aumentando
Pra que coisa mais mió

Só fico triste
Quando o dia amanhece
Aí meu Deus se eu pudesse
Acabar a separação

Pra nóis viver
Igual a dois sanguessuga
Nosso amor”

Pioneiro na cidade, o Projeto Sala de Reboco foi inaugurado em 13 de março de 1997, na antiga Boate Trash (Ex. Cinema Santa Teresa), em Belo Horizonte, onde ficou por três meses, realizando o forró aos domingos.

Em junho de 1997 o projeto foi transferido para o então Blue Banana – que virou Lapa Multshow em março de 1999 – , onde está até hoje.

O nome “Projeto Sala de Reboco” foi criado a partir do titulo da música homônima de José Marculino e Luiz Gonzaga, que o identificava com um projeto de forró. Entretanto, deste o inicio, o grupo que criou o projeto já trabalhava com muitos outros ritmos e gêneros musicais.

Desta forma, falar “projeto”, significava, para nós, desde o inicio, compreender a diversidade e pluralidade da música brasileira, afirmando nosso compromisso em ampliar o leque de opções para o nosso público, clientes, artistas, bandas e produtores.

Nossa opção, quanto ao forró, sempre foi muito clara e objetiva: garantir a prioridade ao “Forró Pé de Serra”, executado pelos principais trios e bandas do Brasil, ao mesmo tempo em que abrimos espaço para novas bandas e grupos, com outras (in) formações.

O primeiro a se apresentar no Projeto Sala de Reboco foi Hudson de Souza e sua banda. César do Acordeon e o Trio Sabiá foram os primeiros convidados. A partir daí, vieram ao longo destes 9 anos de projeto inúmeros shows, dentre os quais podemos destacar: Dominguinhos, Elba Ramalho, Trio Virgulino, Falamansa, Rastapé, Xangai, Trio Jerimum, Trio Bodocó, Chama Chuva, Triângulo Caraiva, Trio Forrozão, Três do Nordeste, Geraldo Azevedo, Forroçacana e Trio Xamego, Bicho de Pé, Bando de Maria, Havengar, entre dezenas de outros.

O FORRÓ HOJE

A partir da década de 70, com a organização e massificação da “indústria cultural” no país, a indústria fonográfica ganha novo impulso, projetando e lançando novos ritmos, regiões e, principalmente, “modas”. Dentre estas, cabe destacar a lambada, na década de 80 e o Axé Music, na década de 90, entre outras que vem e vão, conforme os interesses desta mesma indústria.

Felizmente, em meio a tantas “modas”, o Brasil e os seus artistas continuam –sempre, a produzir uma música perene, que também tem o seu lugar ao sol. A experiência do Tropicalismo, da Bossa Nova, do Clube da Esquina e os diversos

ritmos e artistas regionais continuam movimentando milhões de pessoas em seus eventos ou lançamentos musicais.

O FORRÓ NUNCA SAIU DE MODA! 

SOMENTE FOI INCORPORADO AO DIA A DIA DE OUTRAS REGIÕES DO BRASIL!

Dentre as “modas” estabelecidas, algumas vêm de encontro à esta música perene, de qual falamos. Um bom exemplo desta evidência é o forró; O ritmo produziu musicas e artistas de altíssima qualidade. Luis Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, João Silva, Elba Ramalho, entre muitos outros compositores, são testemunho dessa realidade, uma vez que já inscreveram suas obras no dicionário da Música Popular Brasileira.

Uma das explicações que encontramos para o fenômeno é “a necessidade de dançar juntos”, surgida a partir de meados dos anos 80, quando começamos a freqüentar a Vila de Itaúnas, no Espírito Santo.

Primeiro foi São Paulo, depois Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória e todo o interior do país que redescobriram o prazer de ouvir e dançar o verdadeiro forró pé de serra.

É neste contexto que o forró vem à tona e continua ganhando adeptos no Brasil inteiro. Música quente, dançante e extremamente sensual ela promete continuar na “moda” por muito tempo – uma vez que na sua região de origem (nordeste e norte do pais) ela nunca foi e nem nunca saiu da moda.

O turismo e o trabalho de produtores visionários são os grandes responsáveis pela dinamização e divulgação do forró. Em suas viagens de laser ou trabalho, principalmente aos “points” conhecidos do ritmo, as pessoas – em particular os jovens e adolescentes, se encantam, cada vez mais, com a “dança a dois”, que ficou bastante relegada a um segundo plano, nas últimas décadas.

Neste sentido, ganha força a perenidade do “Projeto Sala de Reboco” – em funcionamento há nove anos. Apostamos na idéia de que, cada vez mais, existem grandes chances de consolidação para projetos como este, que buscam a aproximação das pessoas.

É isto! O Projeto Sala de reboco – criterioso em sua programação, organização e qualidade musical -, busca acrescentar mais alegria nas noites belorizontinas, afirmando-se, cada vez mais, como um “ponto de encontro e referência”.

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